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AS 5 CAUSAS MAIS FREQUENTES PARA A INDUÇÃO DO PARTO:



Ainda que assumamos a premissa de que uma gestante de baixo risco, devidamente acompanhada e assistida, pode chegar a 44 semanas de gestação sem nenhum tipo de intercorrência, considero (como já disse nesse post aqui) que o trabalho de parto deve, em geral, ser induzido a partir de 42 semanas, se não começar espontaneamente. Isso, como já expliquei, porque o parto após esse período pode desencadear insuficiência placentária e aumentar a chance de uma cesárea.


MAS O QUE PODE LEVAR À NECESSIDADE DE INDUÇÃO ANTES DAS 42 SEMANAS?


Listo aqui as cinco causas mais frequentes, sendo que quanto mais grave se apresenta um problema – ou a suspeita dele – mais cedo deverá ocorrer a indução. Já em casos de menor gravidade, é possível aguardar o prazo mais próximo possível das 42 semanas.


Juntos, os primeiros quatro casos acometem cerca de 10% das gestantes. Já a rotura prematura de membranas, que significa o rompimento da bolsa fora do trabalho de parto, com necessidade de indução, atinge cerca de 5% das mulheres.


As 5 causas:


Oligoâmnio – ou diminuição do líquido amniótico. Pode ser detectado por meio de ultrassom, geralmente entre 40 e 41 semanas. Se diagnosticado precocemente, a indução é indicada ainda mais cedo. O líquido é produzido pelo próprio bebê, que ingere e expele como se fosse um xixi. A não produção do líquido pode vir a significar um funcionamento mais lento das funções renais do bebê. O que será acompanhado e diagnosticado pelo profissional do pré-natal.


Restrição de crescimento intrauterino do bebê – a curva de crescimento também é acompanhada pelos ultrassons durante a gravidez, por isso a importância do pré-natal. Geralmente a restrição de crescimento antecipa a indução para 38/39 semanas. Pois em geral, significa que o bebê não está recebendo nutrientes suficiente da placenta. O que pode ocorrer por algum nível de insuficiência desse órgão. Essa evolução é acompanhada pelo profissional responsável pelo pré-natal, decidindo se é ou não necessário/hora de induzir.


Diabete gestacional: patologia pesquisada geralmente entre 24 e 28 semanas. Ocorre quando a placenta produz fatores anti-insulímicos – que consomem a insulina da mãe – e o açúcar da mãe passa para o bebê. Isso faz com que o bebê fique grande demais para a idade gestacional e, caso a situação não seja controlada, fará com que a criança fique maior do que a passagem. A indução nesses casos pode ocorrer entre 38 e 40 semanas.


Hipertensão gestacional: cerca de 6% das gestantes têm a chamada má adaptação placentária, que no final da gestação faz com que a placenta se torne insuficiente para o bebê. Quando isso acontece, o corpo da mãe “reage” à placenta, o que eleva a pressão arterial da mulher. Quanto mais cedo na gestação for sentida a hipertensão, mais grave está a má adaptação e, portanto, mais cedo deverá ser feita a indução – sendo considerada em geral a partir de 37 semanas. Se a situação estiver controlada, é possível deixar a gravidez chegar mais perto de 40 semanas. Lembrando que, o parto normal é mais seguro para gestantes hipertensas, do que o procedimento cirúrgico.


Rotura prematura da membrana (fora do trabalho de parto): pode ocorrer geralmente em três etapas: até 34 semanas; de 34 a 36 semanas; e acima de 36 semanas. Em ambos os casos, o risco é de uma infecção para o bebê. Quando a rotura de bolsa ocorre abaixo de 34 semanas, a conduta é de espera, desde que não haja infecção. Isso porque considera-se que o risco da prematuridade pesa mais do que o risco da infecção. De 34 a 36, a escolha é feita caso a caso, sempre levando em consideração o risco da infecção e prematuridade. Já para rotura acima das 36 semanas, a recomendação é sempre induzir, porque o bebê já tem menos chance de precisar de UTI e, portanto, menos chance de infecção fora do útero do que dentro.


Curiosidades sobre a indução


Cerca de 70% das mulheres que tiveram a bolsa rompida fora do trabalho de parto entram em TP naturalmente nas primeiras 24 horas. Nesse período e nas horas seguintes, a indução se dá da seguinte forma: nas primeiras 12h, a postura é só expectante. A partir de 18h de bolsa rota, deve-se ministrar antibiótico para evitar infecção. Até 24h, estimula-se o trabalho de parte naturalmente, por meio de acupuntura, homeopatia e óleos. Só então, depois de 24h, avalia-se o colo e começa-se a indução por medicamentos, se for o caso.

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