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UMA VEZ CESÁREA, SEMPRE CESÁREA? O VBAC





Esse conhecido ditado que ficou famoso no século 20 é – graças ao que já sabemos – ultrapassado!


Valia para quando não se tinha respaldo científico sobre os riscos e índices de ruptura uterina e suas sequelas em mulheres que já tinham passado por cesárea, durante um suposto parto normal posterior.


Hoje, 100 anos depois da primeira cesárea realizada no Brasil (que data de 1917), sabe-se que não é assim.


E as descobertas vieram graças a mulheres que entravam naturalmente em trabalho de parto em seu segundo ou terceiro filho. E que não sofriam qualquer lesão ou o rompimento do útero.


Sabemos, portanto, que o índice de ruptura uterina após uma cesárea varia de 0,3% a 0,6%, e após duas cesáreas, de 0,6% a 1%.


Riscos colocados na mesa, ponderam-se então os riscos da cesárea: sangramento, infecção, dificuldade de vínculo com o bebê, dificuldade na amamentação.


Nessa balança, eu sempre recomendo que se tente o parto normal, hospitalar – para garantir que em qualquer necessidade, ainda que rara, tenhamos toda a estrutura por perto.


Mas que sequelas podem ocorrer em caso de ruptura uterina?


Pode haver desde um rompimento simples, em que uma sutura resolve. Pode faltar oxigenação para o bebê e levá-lo a óbito.

E pode haver uma grave ruptura, que levaria a mulher a perder o útero.


Calma. AS RUPTURAS SÃO RARAS, as ocorrências graves são ainda mais incomuns. Por isso, a recomendação é o parto normal mesmo após uma ou duas cesáreas.


Para casos de mulheres que já passaram por três ou mais cesáreas, ainda não há estudos capazes de trazer dados consolidados sobre a via de parto mais segura.


Eu – e uma série de especialistas na área – acredito em riscos semelhantes, e por isso segue a recomendação de parto normal, basta contar com o ambiente hospitalar e uma equipe experiente e treinada.


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