Agora falando sobre as fases do trabalho de parto (TP), existem 4 fases:
1º Os pródromos 2º Fase latente 3º Fase ativa 4º Expulsiva
OS PRÓDROMOS
É caracterizado por contrações aleatórias, sem ritmo e com intensidade variada.
Ou seja, a contração vem em 10 minutos, depois em 30 minutos, em seguida em 15, sem padrão, hora dolorida, hora média ou fraca.
O pródromo é uma espécie de aviso do trabalho de parto, é o momento onde a pressão da contração faz com que a cabeça do bebe pressione o colo, afinando e preparando este para começar a dilatar.
Nessa fase, a gestante deve avisar a equipe que está prodromando.
É uma fase para relaxamento, para reservar energias, tomar muito líquido, se alimentar bem e dormir, para que haja reserva de energia para quando houver o trabalho de parto.
A FASE LATENTE
Nessa fase, os hormônios estão sendo produzidos de forma contínua.
As contrações são ordenadas e com a mesma intensidade moderada.
Quando chega a fase ativa a mulher já sabe que o parto irá acontecer naquele dia ou em breve.
A intensidade moderada das contrações começa a incomodar.
É hora de chamar a doula! Ela quem dará todo suporte físico e emocional, além de aplicar métodos não farmacológicos para alívio da dor, como massagem, compressa e cuidar do ambiente, para que esteja aconchegante e acolhedor.
Quando a fase ativa vai se intensificando, os hormônios aumentam a produção e o primeiro hormônio que era a prostaglandina vai mudando e dando espaço à ocitocina, o hormônio do amor, que potencializa o efeito das contrações. Aqui, vamos caminhando à fase ativa.
A FASE ATIVA
As contrações são ritmadas – 3 em 3 minutos – com maior frequência e intensidade forte.
A mulher percebe realmente que o seu bebê irá nascer.
Ela fala que sente dor, seu comportamento muda, ela fica mais reclusa, já não fala com a mesma frequência, não tem fome ou não consegue comer. Pede para uma outra pessoa falar por ela, o parceiro(a) ou a doula.
Além das massagens, posições e ambiente preparado para o alívio da dor, a parturiente pode entrar no chuveiro ou banheira, o que ajuda a relaxar e minimizar a sensação.
Aqui entra em cena a equipe de parteiras(os) e/ou obstetras, chamados pela doula.
Se o parto é domiciliar, a equipe irá para a casa da parturiente. Se o parto é em hospitalar com equipe de plantão, é hora de ir para o hospital fazer uma avaliação.
Se o parto é hospitalar com equipe particular, uma obstetriz irá até a casa da parturiente avaliar, para que a parturiente não vá muito cedo ou com dilatação total.
A mulher está em fase ativa quando a dilatação é maior do que 5cm.
Entre 7cm e 10cm é onde ocorre a partolândia, não é um termo científico, é como as mulheres chamam essa fase. Há uma mudança no comportamento. Uma conexão interior poderosa.
Ocorrem as vocalizações, uma expressão, libertação.
E com o avanço dessa fase até alcançar os 10cm de dilatação, entramos na fase expulsiva.
O EXPULSIVO
Após a dilatação total, o bebê começa a descer.
As contrações continuam, mas mudam o padrão.
A sensação é uma mescla de alívio, pressão do bebê descendo e vontade de fazer força.
A concentração da mulher se volta totalmente para o canal de parto.
As vocalizações mudam o padrão de som, é algo interno, é o expulsivo.
É nessa fase que chamamos o pediatra neonatal, que irá assistir a chegada do bebê.
O parto não termina quando o bebê nasce, mas sim após 1h do nascimento da placenta, que é tido como um período de observação pós parto.
Ainda há concentração e contração, e assim que a placenta vem, o parto é concluído.
O TEMPO QUE LEVA O PARTO NATURAL
Cada mulher é um indivíduo único, com as suas particularidades, experiências, história e fisiologia, então existe muita variação.
Mas em geral posso dizer que:
Os pródromos podem levar vários dias;
A fase latente até 24h; A fase ativa até 12h; E a expulsiva até 3h.
Claro que há casos onde o parto leva 3h do início ao fim e outros que podem chegar a 3 dias. Se a mãe e o bebê estão bem e a evolução é boa, então o parto segue tranquilamente.
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